Entendendo a Dissolução de União Estável no Cenário Atual
Passar pelo fim de um relacionamento nunca é um momento fácil. Quando se trata de uma união estável, as dúvidas jurídicas podem tornar esse processo ainda mais desgastante. Recentemente, o cenário legislativo brasileiro passou por mudanças significativas que impactam diretamente como é feita a dissolução de união estável, buscando desburocratizar o procedimento e trazer mais agilidade para os cidadãos.
Se você está vivenciando esse momento e precisa de orientação jurídica, compreender essas novas regras é o primeiro passo para garantir que seus direitos sejam preservados de maneira rápida, consensual e sem dores de cabeça desnecessárias.
O que Mudou Recentemente na Legislação?
A principal mudança na legislação recente visa a chamada “desjudicialização”. Isso significa que o Estado está facilitando para que procedimentos que antes exigiam a abertura de um processo na Justiça possam ser resolvidos diretamente em cartório (pela via extrajudicial).
Com a Lei nº 14.382/2022 e provimentos recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o processo de formalização e também de dissolução de união estável nos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais ficou muito mais simples. Destacam-se as seguintes facilidades:
- Termo Declaratório em Cartório: Agora é possível formalizar tanto a união quanto a sua dissolução diretamente no Registro Civil, de forma mais rápida.
- Facilitação do procedimento extrajudicial: Menos burocracia para casais que não têm filhos menores ou incapazes e que estão em consenso sobre o término e a partilha de bens.
- Possibilidade de mediação digital: Processos de assinatura e reuniões com o tabelião que podem ser feitos de forma 100% online através do e-Notariado.
Dissolução de União Estável: Judicial ou Extrajudicial?
Para quem busca auxílio jurídico, uma das primeiras decisões a serem tomadas com o advogado é escolher a via ideal para o processo. Existem dois caminhos principais:
1. Via Extrajudicial (Cartório)
É a opção mais rápida e econômica. Para que possa ser realizada, o casal deve cumprir alguns requisitos essenciais:
- Consenso mútuo sobre o fim da união e a divisão dos bens;
- Inexistência de filhos menores de idade ou incapazes (embora em alguns estados já se admita a via extrajudicial mesmo com filhos menores, desde que as questões de guarda e pensão já tenham sido discutidas e homologadas judicialmente prévia ou concomitantemente);
- Presença obrigatória de um advogado assistindo a ambas as partes (ou um advogado para cada).
2. Via Judicial (Justiça)
A via judicial é obrigatória sempre que houver litígio (discordância sobre a partilha, pensão, etc.) ou quando houver interesse de menores ou incapazes envolvidos. Embora seja um processo mais demorado, o acompanhamento de um profissional especializado em Direito de Família é fundamental para defender seus interesses e garantir o bem-estar dos filhos.
Como Fica a Partilha de Bens e a Pensão Alimentícia?
Outra dúvida muito comum na dissolução de união estável diz respeito ao patrimônio acumulado durante a relação. Salvo contrato escrito em contrário (como uma escritura pública de união estável que defina outro regime), aplica-se às uniões estáveis o regime da comunhão parcial de bens.
Isso significa que tudo o que foi adquirido onerosamente durante o período da união pertence a ambos e deve ser dividido igualmente (50% para cada), independentemente de quem pagou ou em nome de quem o bem está registrado.
Quanto à pensão alimentícia, ela pode ser fixada tanto para os filhos menores quanto para um dos ex-companheiros, caso seja comprovada a dependência econômica e a necessidade de auxílio para reinserção no mercado de trabalho ou manutenção da subsistência.
A Importância de um Advogado Especialista
Mesmo com as facilidades trazidas pelas mudanças legislativas recentes, a presença de um advogado é obrigatória por lei, seja no cartório ou no tribunal. Mais do que uma exigência legal, contar com o apoio de um especialista em Direito de Família traz segurança jurídica e emocional.
Um profissional qualificado irá:
- Analisar o caso concreto e indicar a via mais rápida e vantajosa;
- Garantir que a partilha de bens seja feita de forma justa e conforme a lei;
- Redigir o acordo de forma clara, evitando brechas que possam gerar problemas futuros;
- Mediar conflitos entre as partes, buscando sempre a solução mais pacífica.
Se você precisa de auxílio jurídico para realizar a sua dissolução de união estável de forma humanizada, ágil e segura, não passe por isso sozinho. Busque o suporte de um profissional de confiança para dar o próximo passo rumo ao seu recomeço.
Como Proteger Seus Direitos com Quem Entende de Causas Complexas
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